Utilização terapêutica:

 


Casos geneticamente condicionados de dependência de piridoxina incluem certos tipos de anemia e anormalidades no metabolismo dos aminoácidos. Em tais casos, são indicadas doses terapêuticas de aproximadamente 40-200 mg de vitamina B6 por dia.

 

A piridoxina é frequentemente administrada em doses de 40 mg/dia no tratamento de náuseas e vómitos (hiperemese da grávida) durante os meses iniciais da gravidez e durante o decurso da gravidez e da amamentação. É frequentemente utilizada para ajudar no alívio da depressão (nas mulheres que tomam contraceptivos orais) e no síndroma pré-menstrual. As pesquisas sugeriram ainda que:

 

*  Certos pacientes com diabetes mellitus ou diabetes de gravidez experimentam uma melhoria na tolerância à glucose quando recebem suplementos de vitamina B6;


*  Os pacientes com asma podem sentir menos ataques e com menor gravidade de sibilo, tosse e dificuldades de respiração com a vitamina B6;


*  Os pacientes com o síndroma de canal cárpico podem beneficiar de elevadas doses de vitamina B6;


*  Uma dose de 25-200 mg de piridoxina pode ter efeitos benéficos no tratamento de doenças da radiação.


 

Segurança:

 


A vitamina B6 em todas as suas formas é bem tolerada. Têm sido administradas sem efeitos adversos doses orais diárias de piridoxina de até 50 vezes a Dose Diária Recomendada (cerca de 100 mg) por períodos de até 3-4 anos.

 

Doses diárias de 500 mg ou mais podem causar neuropatia sensorial após vários anos de ingestão, enquanto que a ingestão de quantidades em excesso de 1g por dia podem levar a uma neuropatia sensorial em poucos meses. Felizmente estes efeitos colaterais são reversíveis em larga escala, assim que se cessa a ingestão da vitamina B6. Hoje em dia, a ingestão prolongada de doses que excedem os 500 mg diários é considerada com tendo o risco de causar efeitos adversos em certas pessoas enquanto que doses de 200 mg ou inferiores são consideradas como seguras.